
IPTV é a transmissão de programas de TV pela internet. É possivel assistir em tempo real ou baixar um pacote para ver depois. Não é a mesma coisa que o YouTube. Há um controle remoto, menu, programas de TV de verdade e é possível surfar pelos canais.
O aspecto mais interessante da IPTV é o potencial de programas voltados à nichos específicos, como os que estão surgindo no mundo dos podcasts de vídeos.
Imagine se fosse possível visualizar a programação da TV de hoje, a da semana passada ou mesmo a de 5 anos atrás. Escolher o programa que quer assistir e quando quiser?
Isso é a IPTV.
Em um sistema aberto de IPTV, qualquer pessoa com um site e muita grana no bolso para investir em equipamentos, poderia “ser” uma emissora em potencial. E seus programas poderiam ser vistos em qualquer lugar do mundo e a qualquer hora.
Não estou falando de apenas “500 canais sem nada interessante”, mas algo em torno de 5 milhões deles ou mais. Imagine isso transmitido por meio de uma rede wireless 802.11n otimizada para vídeo?
Apesar do anúncio dos diretores do Google de que a internet não tem potencial para transmissão de TV, o laboratório da Universidade da Califórnia (Calit2) afirmou que daqui a uns 10 anos (ou menos) os provedores terão conexões de banda larga supervelozes em torno de 1 a 10 GBps (gigabytes por segundo) popularizadas.
Na Europa e na Ásia esse sistema já está em estudos e em expansão.
Nos EUA, as empresas de TV a cabo fazem o que podem para conter o avanço da tecnologia. As grandes emissoras de televisão não gostam da idéia de competir com mais de um milhão de novos participantes que surgiriam nesse nicho.
A verdade sobre essas empresas é que elas têm medo de perder os contratos gordos e lucrativos que fazem com a revenda de seus programas à outros países. E com a IPTV aberta todos teríamos (eu e você incluídos) a possibilidade de obter conteúdo diretamente via internet. Então quem iria pagar para assistí-los?
Isso define o real problemas delas: A comercialização.
Enquanto os americanos ficam no debate, a Ásia e a Europa avançam no assunto. E eu, aqui no Brasil, tenho que me contentar em ficar assistindo vídeos no YouTube.
O que enfim, não é de todo ruim.
Mais informações: Calit2 e ipTV-Daily
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